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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Os ídolos são atraídos pelo verdadeiro gigante

O que faz um time ser grande? Muitos diriam que títulos, outros falam de história. Ambos os aspectos são bem verdadeiros, mas você concorda comigo que um clube também se faz com grandes jogadores, certo? Grandes jogadores desfilam classe, bom futebol e encantam os torcedores. Porém, como todos sabem, a carreira no mundo futebolístico é curta. Chegando na casa dos trinta não são raras as situações em que as equipes sugerem cada vez mais uma transferência. O problema não está nesse fato em si, mas em como o processo se desenrola.

Muito falada na mídia nos últimos dias, a transferência de Iker Casillas para o Porto ainda dá o que falar. Notoriamente desgastado, os bastidores deviam ser terríveis para o lendário goleiro espanhol. Sofria desgaste até mesmo por parte da torcida e nem o título europeu na temporada retrasada diminuiu isso. Acabou tendo a saída forçada para o clube português. Esse é apenas um exemplo, mas mostra como alguns ídolos são tratados em seus times mundo afora. E esse é o diferencial do Manchester United. Aqui, quem se torna ídolo, se torna imortal. Tem seu respeito e nome guardados na memória. E é isso que faz a verdadeira diferença.

Beckham volta ao Old Trafford em 2010: o respeito nunca morre.
Por que Beckham, Ronaldo e outros são aplaudidos quando voltam?

Por que Schweinsteiger saiu do Bayern justamente para cá? Por que Van Persie trocou o Arsenal por nós? Acaso? Dinheiro? Não. A resposta para essas perguntas é também a resposta para o questionamento que fiz no começo do texto.

O que faz um time ser grande?

Honra.

Por que abstendo todo o dinheiro, as oscilações e principalmente o tempo, apenas a história e a honra ficam. Um homem sem honra não é nada e o mesmo vale para um clube de futebol.

É isso que nos faz ser um verdadeiro gigante.


Por Eduardo Silva
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