Dentre as saídas que pareciam certas ao final da temporada 2013/2014, dois nomes se destacam como boas surpresas desse time de Van Gaal. Chris Smalling e Ashley Young.
Carregados de desconfiança, os dois jogadores - ingleses coincidentemente - foram dois dos melhores com a camisa do United na temporada. Juntos com De Gea, que foi novamente espetacular, a dupla foi parte crucial para a classificação do time à Champions League.
Com 25 anos completados no final do ano passado, Smalling parece finalmente ter se tornado o zagueiro que tanto prometeu ser no começo da carreira. Desde 2010 no elenco, Smalling foi muitas vezes massivamente criticado, sem que as pessoas levassem em consideração o quanto ele era jovem, e quanto o sistema defensivo do United era desprotegido. Sua primeira temporada, com o time de Ferguson ainda bem organizado, tinha sido a melhor com a camisa dos Red Devils, até essa.
Após expulsão estúpida contra o City no primeiro turno, vimos um jogador completamente diferente vestir a camisa 12. Provavelmente temos bastante da mão do treinador na melhora absurda do zagueiro. Na segunda metade da temporada, livre de lesões e suspensões, vimos o melhor de Smalling até então. Rápido, forte, com bom passe, confiante em sair jogando com a bola, ganhando divididas pelo alto e roubando bolas por baixo.
Ainda é possível e preciso melhorar, claro. Principalmente em questão de posicionamento. No entanto, Smalling deu um passo gigante para chegar na "melhor idade" da sua carreira no auge de sua forma física e técnica. Independente de quem chegar para jogar na zaga, me parece claro que Smalling é o cara que já tem a sua vaga garantida.
O sucesso de Young nessa temporada começou ainda mais cedo, no tour de verão nos Estados Unidos. Testado como ala esquerdo no 3-5-2 que Van Gaal tentou implementar, o ponta inglês já mostrava que estava determinado a mudar sua sorte com a camisa do United.
Um dos jogadores mais criticados nas últimas temporadas, Young foi essencial para o renascimento do United. Jogou em varias posições, e onde jogou, jogou bem. Muito esforçado e com a técnica mais apurada do que nos anos recentes, Young foi o jogador que mais criou problemas para as defesas adversárias com a bola nos pés, a ponto de colocar Di Maria, contratação mais cara da história do Manchester e da Premier League, no banco.
O futuro não parece tão promissor para Young como parece para Smalling, em termos de minutos jogados, entretanto. Se aproximando do último ano de contrato, deve ser recompensado com uma oferta de extensão, mas em termos um pouco menores. Com a chegada de Depay, deve ver mais o banco na próxima temporada, mas Van Gaal sabe que tem nesse jogador uma arma que pode ser utilizada sempre que necessária.
Por Iago Araújo
Por Iago Araújo






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